domingo, 30 de outubro de 2011

Tristeza, por favor vá embora

Tristeza me deixe viver na paz do meu sentir e no gozo de existir para que eu consiga me amar.


Percebo a sua presença nas reminiscências doloridas que minha memória insiste em transmitir e mentalizar.

Saio de mim e vou para um tempo que já se foi e não tem possibilidade de voltar.

Consumo energias alimentando sofrimentos  mesclando minhas emoções do que não necessita estar.

Tensiono o meu corpo macerado pelo que já foi vivido desperdiçando o momento que deve ser aproveitado para relaxar.

Tristeza cumpra sua função na minha caminhada de perdas e danos mas saia sem deixar resquícios para que eu possa recompor as energias que preciso ganhar.

Alegria companheira de sucessos, fique comigo e contamine minha vida de bem-estar.

Seja a emoção que me domine, me faça sonhar e acordar constantemente dentro de mim para ficar.

Socorra o meu coração bombardeado de sensações que a angústia se faz morar.

Produza a quimica do prazer para me deleitar na experiência de viver e nunca me abandonar.

Assuma o comando das minhas atitudes descortinando os horizontes que eu quero visualizar.

Alegria fique no agora e sempre, me preenchendo de entusiasmo e vontade de continuar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Decifrando o agora

O instante do ser vivo e perceptível da presença.
O hoje que se faz inconclusivo e único.
Oportunidade de experienciar e criar uma nova história.
Ponto de partida para recomeçar o que foi interrompido.
Alusão ao constante presente que se mantém na poeira do tempo.
Resgate do “ser” manifestado na lucidez do incorporado humano.
Espaço ocupado de momentos que se interligam.
Solução para esquecimento das torturas passadas.
Luz que acende o poço fundo das desilusões.
Consciência desperta para absorver o novo aprender.
Sensação de viver na eternidade do aqui.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Renove sua vida

Que bom estar vivo e ter nova oportunidade de recomeçar.

Aproveite para dar mais vida a sua vida.

Faça renascer o que há de melhor em você e acenda sua luz.

Ame mais, sorria mais, seja mais alegre e feliz.

Observe a vida em todas as suas formas e veja a sua própria beleza.

Continue independente do que possa acontecer, tudo passa e a vida é rápida.

Agradeça todos os dias o seu despertar, o ar que respira e o amor que transpira.

Conviva mais e olhe para o outro com o olhar que ele envia.

Seja o mensageiro da paz que acalma os corações distribuindo compreensão.

Sonhe mais e seja persistente na realização de suas metas.

Seja livre e respeite a liberdade de ser de cada pessoa que cruzar o seu caminho.

Se acolha no conforto emocional dos entes queridos e aprenda com os desafetos a ser mais tolerante.

Perdoe mais a você e todos àqueles que se incomodam com sua existência.

Seja um caminhante consciente de sua própria estrada e vá se desfazendo de bagagens desnecessárias.

Facilite constantemente a sua relação com os companheiros de jornada, em todos os processos vivenciados, eles são os seus instrutores.

Contemple o pôr do Sol, sinta o frescor dos ventos, o cheiro da terra, da água, das matas e reverencie a mãe Natureza.

Relaxe mais, o tempo passa e não dá retorno, cuide de sua saúde, aproveite mais a vida e tudo o que ela lhe oferece e não esqueça que todos nós estamos aqui de passagem.

Faça com que a sua presença seja significativa em todos os lugares que transitar e dessa forma contribuir para tornar o mundo um lugar melhor.

Tome a iniciativa de criar novas possibilidades abrindo espaços para aceitar o diferencial do humano que se agregar a sua vida.

Enfim, seja mais você e desperte o ser integral que existe dentro de si mesmo.

Viva momentos especiais com sua família, seus amigos, parceiros de trabalho, vislumbrando todos os seres humanos, e aproveite esta nova oportunidade de estar aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sou Eu

Que procura a paz dentro de si e não consegue entender as incoerências desta vida com seus movimentos estranhos e descabidos para o meu estreito olhar.

Que sente e rejeita as emoções doridas do passado que não se esclarece e do presente que não transparece.

Que vibra com as pequenas alegrias e esmorece com as tristezas das desilusões que me acompanha no dia-a-dia.

Que acredita na esperança de viver com profunda simplicidade a minha história esculpida nas paredes das minhas células nervosas.

Que ama sem motivos e confia no poder incomensurável do amor que se revela nos pequenos detalhes e se agiganta na expressão de tudo que é vivo.

Que experimenta a morte no laboratório sequente das relações que se findam sem deixar explicações e nas perdas que se fazem necessárias neste mundo que não se eterniza.

Que se doa e se retrai assim como as flores que desabrocham e murcham, todavia, nunca deixam de renascer.

Que sofre com a ingratidão e a injustiça, porém continua persistindo na união com as pessoas que me circundam e no investimento da minha humana espiritualidade.

Que adora servir e trabalhar pelo desenvolvimento do ser humano sabendo que o meu próprio crescimento está embutido nesse procedimento.

Que resguarda a inocência da criança sem com isso deixar de treinar o discernimento para viver neste mundo e não profanar o meu lúdico jeito de ser.

Que procura renascer das cinzas deixadas pelas labaredas das derrotas que me consomem mas não conseguem me destruir.

Que se alimenta do nada para saciar a fome de viver mesmo quando tudo evidencia o contrário e me empurra para o abismo do desespero.

Que reconsidera constantemente percepções, idéias, opiniões e atitudes para não criar uma muralha de radicalismos nem tampouco congelar pensamentos e assim flexibilizar o desempenho vivencial.

Que tem medo de ter medo de não conseguir as realizações tão sonhadas e acalentadas pelo meu coração tão valente e determinado.

Que não sei quem sou e busca desbravar esta floresta misteriosa que se traduz como “eu”, e luta sem desistir para compreender o meu tão maravilhoso existir.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Relações humanas: uma faca de dois gumes

Refletindo sobre o comportamento das pessoas e suas inusitadas maneiras de relacionar-se, percebo o quanto é confuso o processo de entendimento para sentir o que se passa no interior de suas vidas. Como é fácil julgar quando não se faz nenhum esforço para compreender, e simplesmente descartar àqueles que não têm mais importância no contexto das cobiças individuais!!!

A amizade deixa de ser um caloroso investimento interpessoal condutor da convivência salutar, para se tornar uma  indubitável rede de interesses mesquinhos, onde vale mais quem tem mais e pode satisfazer os anseios egoistas dos sugadores relacionais. Precisa-se mais do que atenção para perceber quando se está sendo alvo de sugação dos vampiros emocionais, é necessário acionar a midia corporal e suas sensações autênticas, bem como a intuição que age como despertador para acordar os sentidos, e manter em alerta os sistemas de auto-defesa.

E o que dizer dos ataques verbais frutos da intolerância e do egocêntrismo dos que se consideram mais importante do que tudo sem atentar para o direito de todos?! É realmente complicado as relações humanas na atualidade em função da decadência dos valores sociais/existenciais, da falta de limites na educação, do preconceito de todos os tipos que se tornou uma marca registrada de uma sociedade descompensada, da carencia de disciplina, da orientação devida sobre respeito mútuo e exercício da cidadania, e nutrição da afetividade através do toque familiar. Tudo isso me leva a repensar no compromisso individual que cada um de nós tem para escrutar meios e instrumentação que viabilize fazer a cirurgia deste rosto social, e proporcione a sua transformação.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Refletindo o viver

Penso que viver é um sonho animado com simbologias que nem sempre consigo compreender.

Sinto como uma festa sonorizada com músicas que me propõe dançar no ritmo que eu me permito.

Um mergulho sem âncoras no oceano interior que me liberta e me assusta.

É uma sensação de contentamento que me faz vibrar de prazer pelo simples fato de estar viva.

É também uma dor constante pontuada de dúvidas, medos e frustrações que me atormentam e me fazem esmorecer.

Viver eternamente viver, eis a questão, já que abraço a filosofia dos crentes na imortalidade.

Vivo e sobrevivo às imposições do meu espírito ávido de crescimento e evolução.

Sou consciente do meu processo de mutação e transformação, e busco superar o desequilíbrio da minha pessoalidade impactada pela ilusão do desejo que me prende ao apego.

Me animo e desanimo com uma constância que me assusta e me causa angústias, ferindo o meu coração carente de sensações tranquilizantes.

Vida que persiste em se manter na minha busca persistente de viver a essencia do meu bem querer.

Caminho sem rumo, estrada sem sinalização, solidão sozinha, solidão acompanhada.

Escravidão corporificada da minha alma que anseia pela liberdade de ser somente ser e nunca me perder nos labirintos das decepções.

Sufoco existencial de não saber o que vem pela frente e ter que continuar com firmeza de propósitos.

Sopro avassalador que me impulsiona a seguir mesmo sem vontade, com o corpo alquebrantado e a alma aprisionada.

Vida que me consome com sua imparcialidade me proporcionando o que quero e o que não quero sem atentar para os meus caprichos.

Força motriz que nutre a minha existência com energias que me fazem renascer a cada morte que padeço, nesse mundo onde tudo é possivel de acontecer, numa surpreendente roda viva que vai girando sem parar.

Viver é viver sentindo o viver que se revela na atitude de encarar cada instante como único, e cada dia como eterno, já que a vida é um indefinido movimento que não se retrai.

domingo, 10 de julho de 2011

Começar de novo

Renascer é um processo que não se finda nesta vida onde nada é definitivo e o recomeço é uma constante.

Quando acordamos todo dia de uma noite de sono, somos obrigados a dar andamento a nossa história, e essa é a grande oportunidade que temos de reinventar o que for preciso, para renovar o exercício de viver na personalidade que se estrutura e reestrutura numa contínua progressão.

Não existe repetição na passagem do tempo pois cada momento é único não se reproduz, e é por isso que nascemos e renascemos a cada experiência vivenciada,  aprendendo , desaprendendo e entalhando  marcas que ficam registradas e servem como referência para dar suporte a novos procedimentos.

Construção inacabada eis o que somos, já que não temos acesso ao que pode nos acontecer, e precisamos constantemente nos recompor dos abalos que desestabilizam os sistemas que constituem a fundação do nosso existir.

Tudo é muito imprevisível no que se refere à conduta humana, é uma surpresa diária, nem as nossas atitudes traduzem com exatidão quem somos, muitas vezes são manipulações bem programadas pela sagacidade da inteligência e nem sempre condizem com a verdade.

Até os nossos sentimentos não são bem avaliados, em função da cegueira emocional que nos acomete quando gostamos das pessoas sem preservar o espaço intimo e nos envolvemos com elas esqueçendo de nós mesmos.

Saímos de nós e vamos para o outro, na busca do que achamos que não temos acreditando, sem os devidos cuidados, na completude da parceria que pode ou não se estabelecer,  pois quando deixamos de utilizar o recurso da prudência e do discernimento o engano é fatal.

Boa fé e confiança sem vigilância não combinam com a dualidade do comportamento humano e suas idiossincrasias, quando abrimos a retaguarda o atropelo vem sem socorro imediato, pois é preciso tempo para recuperação dos atritos relacionais.

É necessário estarmos atentos e sempre prontos para começar tudo de novo, sem deixar a frustração e o desencanto arruinar os nossos propósitos e a vontade de prosseguir,  realimentando a motivação e a capacidade de ressurgir das cinzas da desilusão.

Estamos expostos às circunstâncias que fogem ao nosso controle e a atuação camuflada de pessoas que nos cercam, e resistir para não sucumbir é um imperativo básico para se abastecer na fonte do renascimento, poder este inerente a espiritualidade humana.

O potencial de transformação do qual somos dotados é ilimitado, mas somente se usado com sabedoria e consciência focada na determinação de não se deixar vencer pelos impasses da vida.

Amar nunca é demais e é atemporal, não constitui um paradigma nem tampouco um modismo, amar é uma escolha e quando nos predispomos a amar a nós mesmos sem restrições, aos outros sem imposições, e não abrir mão do auto-domínio, tiramos de letra os obstáculos da convivência. E amando somos capazes de recuperar o fôlego e reiniciar o que muitas vezes é interrompido pelas vicissitudes do caminho.

Recomeçar ininterruptamente é resguardar a energia vital e fazer valer o profundo sentido de estar vivo que é a dádiva da própria vida.